Quando os astronautas foram à lua voltaram com assombrosas fotografias do planeta em que vivemos. Pela primeira vez na historia, pudemos ver, por completo, nossa bonita órbita azul, praticamente a mesma vista que usufrui Deus.
Na metade do caminho para a lua, nossa terra parece uma brilhante gema, recortada sobre um fundo negro de um universo adormecido. Realmente a terra é "suspensa sobre o nada ", como diz a Bíblia, em um testemunho que data de milhões de anos.
Para quem tem navegado pela infinidade do espaço, a Terra é o “lar”, algo desejável e de saudade, um lugar que se deseja voltar.
As fronteiras políticas não são visíveis desde as alturas, só se distinguem os perímetros dos continentes rodeados por águas azuis da vida. Ao contrário do que ocorre com os mapas usados nas aulas escolares, os distintos países não aparecem claramente especificados em tonalidades de rosado, vermelho, verde, azul, laranja ou amarelo. Todas estas cores estão presentes, porém não separadas ou isoladas, e sim, suavemente misturadas, todavia desde uma proximidade de perspectiva. Os principais rios e cordilheiras montanhosas aparecem definidos como acidentes geográficos que, por um longo período, tem sido usado para converter-los em fronteiras políticas – Todavia não se vê linhas rígidas inflexíveis nem marcas que sinalizem longitude ou latitude, arbitrariamente traçadas, que deformam a vista natural da terra tal como o Criador a desenhou.
A terra, desde o alto, se reduz a uma esfera brilhante e bela, desenhada para ser compartilhada por todas as formas de vida que a povoam. É algo assim como uma singular nave espacial, integrada, indivisa e cheia de vida. É um corpo vital, e o que ocorre em uma de suas partes afeta o restante.
Todavia, uma análise mais de perto da dura realidade, e uma perspectiva míope desde a superfície terráquea, transforma a harmonia em confusão e caos.
Os homens, para apoderar se das riquezas que Deus colocou sobre a terra e dentro dela, com generosidade e amor, preferem escolher o caminho da divisão e da conquista. O homem, negando que todos somos membros de uma mesma família (fundada por Adão e Eva), tem preferido acentuar as diferenças físicas através da história, criando maiores divisões, cada vez mais profundas. Cheios de ambição e cobiça, os homens foram apoderando-se de pequenas porções do território, algumas maiores que outras, perdendo assim todos os benefícios que poderiam ter tido se houvessem aprendido a compartilhar o todo, em lugar de persistir em dividir.
Os livros de história e geografia mostram as repetidas flutuações das fronteiras políticas. Essas fronteiras, em sua maioria traçadas com sangue, demonstram que a regra, para cada sucessiva geração de homens, tem sido apoderar-se da porção do vizinho.
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